Aditivos são substâncias adicionadas à dieta com objetivos específicos, como melhorar a digestibilidade, prevenir doenças ou aumentar o ganho de peso

A utilização de aditivos na alimentação de bovinos tem ganhado cada vez mais espaço nas fazendas brasileiras. Mas será que todo produtor precisa investir neles? A resposta é: depende. Vamos entender quando o uso de aditivos realmente faz diferença no seu bolso.

O que são aditivos alimentares?

Aditivos são substâncias adicionadas à dieta com objetivos específicos, como melhorar a digestibilidade, prevenir doenças ou aumentar o ganho de peso. Eles não são alimentos propriamente ditos, mas sim ferramentas para otimizar o aproveitamento da ração.

Entre os principais tipos estão os ionóforos (como a monensina), probióticos, enzimas, tamponantes e óleos essenciais.

Principais tipos de aditivos utilizados

Entre os aditivos mais comuns na nutrição de bovinos, destacam-se:

  • Ionóforos: melhoram a eficiência alimentar ao alterar a fermentação ruminal, reduzindo perdas energéticas.
  • Probióticos e prebióticos: favorecem o equilíbrio da microbiota ruminal, auxiliando na digestão e na saúde do animal.
  • Leveduras vivas: estimulam microrganismos benéficos do rúmen, especialmente em dietas com alto teor de concentrado.
  • Tamponantes ruminais: ajudam a manter o pH do rúmen estável, prevenindo acidose.
  • Aditivos moduladores de fermentação: visam reduzir produção de metano e melhorar o aproveitamento da energia.
  • Aditivos melhoradores de desempenho e saúde: como adsorventes de micotoxinas e antioxidantes.
Vacas comendo no cocho

Quando o uso realmente compensa?

  1. Confinamento e semiconfinamento

Em sistemas intensivos, onde os animais recebem dietas ricas em concentrado, os aditivos costumam apresentar os melhores resultados. A monensina, por exemplo, melhora a eficiência alimentar em até 7,5% e reduz problemas como acidose ruminal.

Vale a pena? Sim, especialmente se você trabalha com dietas com mais de 50% de concentrado.

  1. Transição alimentar

Períodos de mudança brusca na dieta (como a entrada no confinamento) são críticos. Aditivos tamponantes ajudam a estabilizar o pH do rúmen e reduzem o estresse metabólico dos animais.

Vale a pena? Sim, para evitar perdas por distúrbios digestivos e quedas de desempenho.

  1. Controle de doenças metabólicas

Em vacas de leite de alta produção, o uso de aditivos como a niacina e colina pode prevenir cetose e fígado gorduroso no pós-parto, condições que geram grandes prejuízos.

Vale a pena? Sim, se você tem vacas produzindo acima de 25 litros/dia e histórico desses problemas.

  1. Ganho de peso em pastagens

Animais a pasto geralmente têm menor resposta a aditivos quando comparados aos confinados. No entanto, em pastagens de baixa qualidade ou em épocas de seca, suplementos com aditivos podem melhorar o aproveitamento do volumoso.

Vale a pena? Depende da qualidade da pastagem e do custo-benefício. Faça as contas antes de investir.

Quando NÃO vale a pena?

Existem situações em que o uso de aditivos não trará retorno financeiro:

  • Dietas já balanceadas e de alta qualidade: Se a nutrição está correta, o ganho marginal pode não justificar o custo extra.
  • Animais de baixo potencial genético: Bovinos sem aptidão para alta performance não expressarão os benefícios dos aditivos.
  • Falta de manejo adequado: De nada adianta investir em aditivos se as instalações, a sanidade ou a qualidade dos alimentos básicos estiverem ruins.

Avaliação econômica: o ponto-chave

Mais importante do que saber se o aditivo funciona é entender se ele se paga. O custo do aditivo deve ser comparado ao ganho em desempenho, produção ou redução de perdas. Um aditivo barato que não gera resposta produtiva é prejuízo; já um aditivo mais caro, mas que melhora significativamente os resultados, pode ser um excelente investimento.

Por isso, a recomendação é sempre trabalhar com orientação de um nutricionista, que ajuste o uso do aditivo à realidade da fazenda, da categoria animal e dos objetivos produtivos.

Os aditivos na dieta dos bovinos são ferramentas importantes, mas não fazem milagres. Eles funcionam melhor quando inseridos em um programa nutricional bem planejado, aliado a bom manejo, sanidade e genética adequada.

Em resumo, vale a pena usar aditivos quando há critério técnico, objetivo claro e retorno econômico comprovado. Mais do que seguir tendências, o sucesso está em tomar decisões baseadas em informação e realidade de campo.

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Autor:

Eduarda Viana

Zootecnista

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