A qualidade do leite está diretamente ligada à saúde do rebanho e ao controle eficiente da mastite

Entre as ferramentas disponíveis para garantir um leite de melhor qualidade e com menor risco de contaminação, a cultura microbiológica na fazenda se destaca como um recurso estratégico. Além de ajudar a identificar os patógenos causadores da mastite, essa prática permite um uso mais racional de antibióticos, reduzindo custos e preservando a saúde do rebanho.

A mastite é uma inflamação da glândula mamária que pode se manifestar de duas formas: clínica e subclínica.

  • Mastite clínica: apresenta sinais visíveis, como alterações no leite (grumos, sangue) e inchaço no úbere.
  • Mastite subclínica: não há alterações perceptíveis a olho nu, sendo necessário realizar testes como CMT, WMT ou a contagem de células somáticas (CCS) para identificá-la.

A doença também pode ser classificada de acordo com sua forma de transmissão:

  • Mastite contagiosa: transmitida no momento da ordenha, principalmente por teteiras contaminadas e pelas mãos do ordenhador.
  • Mastite ambiental: causada por microrganismos presentes no ambiente onde as vacas vivem, como a cama e o piso do estábulo.

Além dos prejuízos à saúde do animal, a mastite gera custos significativos para a fazenda, como descarte de leite, gastos com medicamentos e impacto na produção. Mas nem todos os casos necessitam de tratamento com antibióticos. É aqui que a cultura microbiológica entra como uma ferramenta essencial.

Teste da caneca de fundo preto

Cultura microbiológica: diagnóstico rápido e certeiro

O principal objetivo da cultura microbiológica é fornecer um diagnóstico rápido e preciso sobre o patógeno envolvido na mastite, permitindo uma tomada de decisão mais eficiente sobre o tratamento. Em até 24 horas, é possível determinar:

  • Se a mastite realmente necessita de antibiótico.
  • Qual o antibiótico mais adequado para o tratamento.
  •  Se o caso pode ser tratado apenas com medidas de suporte, sem necessidade de antibióticos.

O uso indiscriminado de antibióticos é um grande desafio na pecuária leiteira, pois pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana e aumentar os resíduos no leite. Com a cultura microbiológica, o produtor evita tratamentos desnecessários e reduz os custos com medicamentos, sem comprometer a saúde do rebanho.

Implantação da cultura microbiológica na fazenda

Para realizar a cultura microbiológica na fazenda, é necessário contar com uma estrutura mínima e equipe treinada para a correta coleta, inoculação e interpretação dos resultados. Atualmente, existem kits disponíveis no mercado que facilitam a implementação dessa técnica, tornando-a acessível para produtores de diferentes portes.

Benefícios da cultura microbiológica para mastite clínica

  • Redução do uso de antibióticos.
  • Menor descarte de leite contaminado.
  • Aumento da eficiência dos tratamentos.
  • Redução do risco de resistência bacteriana.
  • Economia nos custos com medicamentos.

Benefícios da cultura microbiológica para mastite subclínica

  • Identificação de vacas infectadas.
  • Determinação dos patógenos presentes no rebanho.
  • Melhor planejamento da linha de ordenha.
  •  Avaliação da eficácia dos tratamentos na secagem.
  • Definição precisa dos protocolos de tratamento.

Cultura microbiológica: um passo essencial para leite de qualidade

A cultura microbiológica é uma ferramenta essencial no controle da mastite e da CCS, mas não substitui boas práticas de manejo. Para garantir um leite de qualidade, é essencial que a fazenda adote medidas preventivas, como higienização adequada na ordenha, conforto animal e controle da ambiência.

Quando associada a um manejo eficiente, a cultura microbiológica contribui para uma produção mais rentável, sustentável e de alta qualidade. Investir nessa técnica é um passo essencial para que o produtor tenha mais controle sobre a sanidade do rebanho e garanta um leite seguro e competitivo no mercado.

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Autor:

Eduarda Viana

Zootecnista

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